Fundação Espírita Cárita

Categoria: Obras subsidiárias
Editor: FEB
Localização: ZEUS WANTUIL
Número de catálogo: 734

Estado do empréstimo: Disponível

Disponibilidade: 1/1

Descrição

As pancadas e ruídos misteriosos registrados, na primeira metade do século XIX, na casa da família Fox, em Hydesville, Estados Unidos, resultaram, a partir de 1850, no fenômeno das mesas que flutuavam e respondiam perguntas, as chamadas mesas girantes, o qual atravessaria o Atlântico para logo ganhar a Europa. Fruto de árdua pesquisa, este trabalho apresenta, a partir de relatos de jornais, textos e publicações da época, uma síntese histórica dos primórdios do espiritismo, quando acontecimentos marcantes antecederam o surgimento, em abril de 1857, de O livro Dos Espíritos, trabalho que inaugura a doutrina espírita. A obra aborda a repercussão das mesas na imprensa, as divergências entre cientistas, as opiniões precipitadas, as conclusões grandiosas, o convencimento de intelectuais célebres, as acusações e os deboches, a chegada ao Brasil, os primeiros contatos de Denizard Rivail com o distinto fenômeno e sua gradual transformação, enfim, no vulto respeitável de Allan Kardec.

 1. — Anteriormente às “mesas girantes”. — Comunicação dos Espiritos por meio de “raps“ ou “echoes”. — A “telegrafia espiritual“. — Revelação dos Desígnios Superiores. — Veracidade dos fenômenos

2. — Surgem as “mesas falantes“ nos Estados Unidos. — Conversão de homens célebres. — Grande repercussão. — O primeiro periódico espirita do Mundo. — A imprensa francesa. — Desvirtuamento do sentido das mensagens. — Objetivo das manifestações dos Espíritos — Converte-se famoso professor da Universidade de Missouri

3. — O Velho Mundo na primeira metade do século XIX — O “Espiritualismo Moderno“ na Escócia e na Inglaterra. — A notável médium Sra. Hayden. — Ilustres personalidades se convencem da realidade dos fenômenos mediúnicos. — O primeiro periódico espirita inglês. — Os estudos de um médico

4. — O Dr. Kerner e a “vidente de Prevorst“. — O fantasma-batedor de Bergzabem. — A primeira manifestação de “mesa girante“ na Alemanha. — O Dr. André, de Brémen. — O testemunho de professores universitários. — Comentários da imprensa francesa

5. — Angélica Cottin e a Academia das Ciências. — Jornais de Medicina criticam a Academia. — Outros casos semelhantes. — A casa apedrejada. — Os fenômenos mediúnicos no Presbitério de Cldeville. — O Marquês de Mirville e o vigário de Saint-Roch comunicam-se com o manifestante invisível. — Declaração de Roberto Houdin 

6. — Giram as mesas por toda a França, em Maio de 1853. — O maior acontecimento do século", no dizer do Padre Ventura de Raulica. — Impressões de sábios magnetistas. — Antiguidade do fenômeno. — A Marquesa de Boissy 

7. — O escritor Eugênio Nus e sua iniciação nos fenômenos. — As mesas “falam". — O redator de “L’Illustration". — Escritos e peças musicais obtidos de Espíritos e testemunhados por Eugênio Nus, Gérard de Nerval, Mme. de Girardin, Toussenel, etc

8. — O dramaturgo Vitoriano Sardou e os dois secretários do sábio Arago. — As sessões com Mme. Japhet. — Presença de ilustres inteligências. — Sardou, espírita e médium

9. — As “mesas girantes" tomam conta da França. — Relato de experiências. — Opinião do jornal “La Patrie". — Jules Janin, “o príncipe dos críticos", descreve aquela singular agitação — As críticas da “Revue des Deux Mondes" e da “Gazette de France". — O Marquês de Mirville contrário á explicação do ilustre químico Chevreul. — Debates entre o abade Moigno e os famosos engenheiros Séguin e Eugênio Montgolfier. — As declarações dos Srs. Corvisart e Castelnau. — Longo artigo de Félix Roubaud em “L'Illustration". — O Dr. Mayer, redator-chefe da “Presse Médicale". — Comunicação à Academia das Ciências de Paris

10. — As “mesas girantes" em todo o Mundo. — Roma e Viena. — Na Academia Real de Bruxelas. — O ilustre estadista Conde de Gasparin confirma os fenômenos e rebate o grande físico Foucault. — Comentários do Marquês de Mirville. — O “fenômeno das mesas" entre os lamas e os chineses

11. — Roberto Schumann e a mesa que lhe dá respostas. — “O movimento da mesa é real" — diz um membro da Academia na “Imprensa", folha de Portugal. — O grande escritor Latino Coelho escreve longo trabalho sobre a “epidemia" das mesas girantes. — Presencia os fenômenos a rainha Isabel II da Espanha. — As declarações de Lopes de Mendonça n' “A Revoluç&o de Setembro" e a referência ao sábio Humboldt

12. — O abade Moigno e a teoria dos “puros espíritos". —  Habilidoso pronunciamento de Arago sobre as mesas que giravam sem contacto algum. — As teorias do Prof. Stroumbo, da Grécia. — O Conde de Ourches e suas experiências

13 — Introdução, pelos próprios Espíritos, do processo da escrita. — Soa simultaneidade. — O que via o padre Bautain, vigário-geral do Arcebispado de Paris. O “demônio" é o autor. — A palavra do Padre Lacordaire, famoso orador sacro

14. — A Academia das Ciências nomeia uma comissão. — Faraday, sábio físico inglês, estuda as “mesas". — Suas experiências e conclusões. — Comentários depreciativos de Foucault. — Critica do Marquês de Mirville e de Eugênio Nus. — Veemente carta do Conde de Gasparin publicada no “Journal des Débats". — Assombrosas e decisivas experiências relatadas pelo grande estadista. — Move-se a mesa sem qualquer contacto com os circunstantes. — Gasparin e os fenômenos espiritas verificados nos Estados Unidos. — A importante contribuicão de Gasparin. — Criticas de Félix Koubaud e de Vítor Meunler ás afirmações de Faraday. — Charles Richet e as “contrações musculares inconscientes”. — A grande oportunidade que Faraday perdeu

15. — Brasil: o primeiro pais da América do Sul a receber noticias sobre as “mesas glrantes e falantes". — O “Jornal do Commercio”, do Rio de Janeiro, o vanguardeiro das referidas noticias. — Curiosidade geral. — O “Diário de Pernambuco". — Escreve sobre o assunto o famoso jornalista brasileiro Francisco Otaviano. — Artigos publicados na Alemanha. — O testemunho do ilustre Dr. Sabino Pinho. — O “Dr. Cesário", as mesas e as curas obtidas com um sonâmbulo. — “O Cearense" narra fatos presenciados em toda a parte. — Portugal e as “mesas"

16. — Vítor Hugo na ilha de Jersey. — Em visita ao grande romancista a Sra. Emile de Girardin, entusiasta das “mesas falantes". — O dramaturgo Augusto Vacquerle narra as experiências de que participou. — Comunicacão com os mortos. — A chamada “mesa Girardin". — A mediunidade e as doutrinas filosóficas de Vítor Hugo. — O poeta reencarnaclonlsta. — O Espirito “Dama Branca". — Famosas sessões na casa de Vítor Hugo. — Opinião de Sully-Prudhomme, Jules Bois e Flammarion sobre os ditados mediúnicos de Jersey. — Hugo pergunta em versos e a mesa responde tam bém em versos. — A independência e a superioridade das respostas. — Hipóteses que se desmoronam. — Influência das ideias espiritas na obra hugoana. — A frase latina e seu profundo significado. — Certeza que tinha o genial escritor acerca da comunicação dos mortos com os vivos e da reencarnação

17. — O cepticismo e o negativismo da Ciência das Academias. — O Marquês de Mirville, sua obra e suas ideias. — A opinião de Kardec sobre o primeiro volume desse escritor. — Mirville e o Espiritismo. — Uma brochura de 1850 demonstra a realidade da comunicação com os mortos. — Outros livros de Mirville

18. — Discussão pública entre o Prof. Brittan e o Dr. Richmond. — Publicada em Londres, em 1853, notável obra. — Extraordinários fatos espíritas verificados nos Estados Unidos e relatados por H. Spicer. — A conversão do Juiz Edmonds. — Na residência do Reverendo Dr. E. Phelps. — O neo-espiritualismo revelado na França pelo Conde de Richemond. — Descrição de maravilhosas manifestações mediúnicas. — Incompreendidas as novas ideias

19. — O testemunho de homens célebres quanto às mesas girantes e falantes. — O Conde de Meslon; Frederico de Rougemont; Conde de Tristan; — Feliciano de Saulcy, membro do Instituto Francês, se rende aos fatos. — Carta que ele dirigiu ao Marquês de Mirville. — A mesa dá aulas a De Saulcy e faz desenhos originalíssimos. — Confirma a veracidade dos fenômenos das mesas o Dr. Coze, deão da Faculdade de Medicina de Estrasburgo. — O ilustre teólogo italiano Padre Ventura de Raulica aceita os fatos e censura os descrentes

20. — O Clero, o demônio e as “mesas”. — Escreve sobre o assunto, em 1853, o “Correio Mercantil” do Rio de Janeiro. — O teólogo francês Maynard atribui a Satã os fenômenos das mesas girantes. — Os bispos e suas pastorais proibitivas. — Razões apresentadas. — Comunicações recebidas por Roberto Owen e Eugênio Nus. — Tallmadge, ex-governador de Wisconsin, obtém notável escrita direta na presença das médiuns Fox. — Conclusões a que chegou. — O livro do abade Al- mignana, o sonambulismo, as mesas girantes e a intervenção dos mortos. — Refutadas as teorias do Conde de Gasparin. — A extraordinária sonâmbula Adélia Maginot. — Cahagnet e os Espíritos. — Posição da Igreja

21. — No terreno da Ciência. — Crítica à teoria de Faraday transcrita no “Jornal do Commercio”, do Rio de Janeiro. — A “sugestão” do Prof. Carpenter. — Objeção do Conde de Gasparin. — O ano de 1854. — Babinet, membro da Academia, publica sua hipótese explicativa. — Considera impossível o movimento e a suspensão da mesa, sem haver contacto. — Sua conversão posterior. — O Conde de Ourches. —- Análise da teoria IX de Babinet e das razões por ele apresentadas. — A Comissão da Sociedade Dialética de Londres. — Con- firma-se o movimento de objetos, independente de quaiquer contacto material. — O professor snlço, Thury, repete as experiências de Gasparin e atesta-lhes a veracidade

22.— As investigações do sábio americano Prof. Dr. Roberto Hare. — Dale Owen e seus dois grandes livros acerca da comunicação entre vivos e mortos. — O Visconde de Santo Amaro. — As ponderações de Babinet. — A teoria fluídlca. — O ectopiasma. — O literato Afonso Karr critica os "movimentos nascentes” de Babinet. — Os médiuns são ventríloquos! — Hipótese insustentável, demonstra-o o Conde de Gasparin. — A teoria do "longo perónio” e os Espíritos batedores. — A teoria do "curto perónio” do Dr. Lamballe. — Argumentos que se lhes contrapõem. — Criticas várias, inclusive a de Kardec

23.— Considerações sobre o “Neo-Espiritualismo” nos Esta dos Unidos, em 1854. — Crescente número de adeptos. — A célebre petição ao Congresso, com quinze mil assinaturas. — O descaso parlamentar. — O senador Tallmadge "versus” o senador Shields. — O Juiz Edmonds responde aos gracejos havidos no Congresso.— Importante sociedade espirita fundada em Nova Iorque

24.— No Brasil, em meados de 1854. — “Evocações de alma d’outro mundo”, interessantíssimo artigo publicado n’ “0 Cearense”. — Sessões em Londres com o Espirito de Lord Byron. — Esclarecidas inteligências presenciam os fenómenos. — Comunicações de vários Espíritos. — "E' composição de Gluck!”

25.— O sábio químico Chevreul e sua célebre memória sobre a varinha divinatória, o pêndulo explorador e as mesas girantes. — Hipótese da acão inconsciente dos movimentos musculares. — Criticas à parcialidade de Chevreul. — As mesas falantes na opinião desse Autor. — Fortes argumentos se lhe contrapõem. — Fragilidade da hipótese de fraude. — O Prof Thury, da Universidade de Genebra. — Tiro de morte nas hipóteses aventadas. — Levanta-se, sozinho, um piano de 300 quilos! — Aparece a Chevreul o Espirito do seu amigo

26. — O Cavaleiro Gougenot des Mousseaux só vê demónios nas "mesas girantes e falantes”. — Divergência de muitos católicos. — O redator de "La Table Parlante” crê em comunicações dos mortos. — Os exorcismos. — O vigário de Saint-Roch e o tamborete Irrequieto. — O redator de “La Patrie”. — Monsenhor Bouvier, após negá-los, aceita os fatos. — “Operações diabólicas", salienta o bisbo de Mans. — Satanás perde para o progresso

27. — A. Morin e suas frágeis hipóteses. — Como as almas dos mortos se comunicam com os homens: singular explicação de um sábio. — Bénézet, escritor muito considerado, narra as suas experiências e observações. — Fatos extraordinários se sucedem. — Demônio, mistificação, sonambulismo desperto

28. — O movimento “espiritualista" nos Estados Unidos. — O Velho Mundo aguard.a um missionário. — Profecia do Conde de Gasparin. — O Prof Hippolyte Léon Denizard Rivail e suas primeiras ideias a respeito das mesas girantes. — A tendência geral dos magnetistas. — Baragnon, General Nolzet, Dr. Mayer, Barão du Potet, etc

29. — O Magnetismo animal no século XIX. — O Marquês de Puységur, d'Eslon e Deleuze. — Sumidades da Ciência e da Igreja pronunciam-se sobre os fenómenos magnéticos. — Experiências no Brasil. — O infeliz relatório de 1784. — As confissões dos famosos Drs. Georget e Rostan. — Experiências magnéticas a que assistiram ilustres personalidades do mundo médico. -  A posição da Academia de Medicina de Paris, em 1831, diante do relatório da Comissão por ela nomeada.— A lucidez da filha do Dr. Pigeaire, da Faculdade de Montpellier. — Protestam alguns membros da Academia de Medicina. — Angélica Cottin, a “menina elétrica". — Fatos e mais fatos. — O “od" do Barão de Reichenbach

30._ Intercâmbio entre sonâmbulos e seres espirituais. — Observações, nesse sentido, de ilustres estudiosos. ___ Deleuze e o Dr. Billot. — Avolumam-se os fatos a favor das Ideias espiritualistas. — Cahagnet. — Ponderações do sábio Arago

31. — Posição do Prof. Rivail ante o fenómeno das “mesas falantes". — Idêntico procedimento do Dr. Brierre de Boismont. — Providencial encontro, em 1855, do Prof. Rivail com o Sr. Carlotti. — Com a sonâmbula  Sra. Roger. — Na casa da Sra. Plainemaison o Professor Rivail testemunha, afinal, os fatos então correntes. — As sessões com a Famflia Baudin. — O processo da “cestlnha" no intercâmbio com os Espíritos. — Experiências reiteradas levam Rivail a grandiosas conclusões. — Exploração do Novo Mundo. - Ilustres estudiosos insistem Junto ao professor Rlvall. — Os cinquenta cadernos de comunicações 

32. — Acontecimentos marcantes de 1855. — A obra mediúnica do ferreiro Linton. — O histérico das manifestações espiritistas segundo o pioneiro W. Capron. — Roberto Hare, professor na Universidade de Pensilvânla, e seu monumental livro sobre a Intervenção dos Espíritos. — O Prof. Thury e o engenheiro Girard de Caudemberg. — Dunglas Home, prodigioso médium americano, visita Paris. — Sua influência na propagação das ideias espiritas. — As sessões com a sonâmbula Srta. Japhet e o Prof. Rivall. — Emílio Littré. — Diálogo memorável. — Pronta a primeira parte de “O Livro dos Espíritos". — Nas Livrarias as “Revelações do Além", de Cahagnet. — O pseudônimo de Allan Kardec. — O “18 de Abril de 1857". — O Barão de Guldenstubbé e o notável fenômeno da “escrita direta". — Incontestável prova da comunicação dos Espíritos. — A relevante contribuição das “mesas girante s e falantes". — Sua destacada importância no Espiritismo